Aqui é um lugar de reunir todas as coisinhas que gosto em um só lugar. Crafts, viagens, comidinhas, coisinhas simples e felizes, como café com bolinho recém saído do forno!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Evolução
A cidade está em constante mudança. Uma que, na minha opinião, é uma grande perda para nós é o que acontece na Chácara dos Eberle. Claro que a cidade deve evoluir, porém acredito que certos patrimônios devem ser preservados. A área em frente a casa rosa (penso ser uma das construções mais lindas da cidade) foi completamente desmatada e descaracterizada para virar, é claro, um empreendimento de luxo. Tirei essa foto do Click RBS, onde há uma matéria sobre o assunto, em que inclusive os proprietários dizem que foi tudo feito com as devidas autorizações da prefeitura.
A chácara originalmente abrigou 11 residências em seu território e foi um dos cenários para o filme O Quatrilho. Lembro que nesses dias minha vó e eu tínhamos que desviar o caminho para casa dela, uma vez que a rua estava fechada para as filmagens.
As ruas já extremamente movimentadas do entorno receberão mais Deus sabe quantos veículos provenientes destes dois prédios de cerca de19 andares cada. Quanta poluição, quanto calor, quanto esgoto... Quanta coisa ruim temos a ganhar enquanto perdemos tamanho patrimônio cultural e ambiental da cidade. Sucumbimos ao luxo e aos confortos (muitas vezes desnecessários), derrubamos inúmeras casas para que a cidade "progrida", enquanto o número de moradores de rua aumenta significantemente. Crescimento sem planejamento, sem uma base sólida. Enfim... Que venha o progresso.
Mudando de assunto, fiquei surpresa em descobrir que a Rosana Jatobá, que apresenta a previsão do tempo normalmente na Globo, escreve um blog sobre questões ambientais de uma forma bem bacana. Gostei particularmente deste texto dela, que segue no link http://g1.globo.com/platb/rosanajatoba/2010/11/19/condenados-ao-consumo/.
That's all folks.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Cupcakes e pinguins!
Projetinho novo! Comprei esse paninho de cupcakes em São Paulo e minha intenção era fazer um jogo americano só com ele. Bem, acabou não dando certo e usei três outras tonalidades de azul para completá-lo. Para torná-lo mais feliz, tirei a foto com minha sobremesa de hoje!
Eu adoro o Natal. Adoooooro. Acho uma época super feliz, adoro as músicas natalinas, adoro decorações verdes e vermelhas... Acho lindo! Saio na rua sorrindo de tão boba que sou. Mas, em minha defesa, não tem como não sorrir diante de toda a beleza e das carinhas das crianças olhando as árvores, os bonecos de neve, os papais nóeis. A magia da época vai além de todo o drama desnecessário feito em torno dele (no que diz respeito a filas, compras e movimentações excessivas). Enfim... Essas fotos são do shopping aqui em Caxias. De hora em hora o coral de pinguins canta! Fofíssimo.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Unhas cheias de terra
Admiro pessoas que, através de seu estilo de vida, acabam trazendo um pouquinho dele para outras pessoas. Acho que não expliquei direito. Bom, na verdade, me refiro a um recanto que adoro em Caxias, o Barlavento. É um lugar na Rota do Sol em que os morangos hidropônicos crescem em meio a natureza e a um rock antigo e de qualidade. Com estes morangos são feitos diversos lanchinhos muuuuuito gostosos e um dos melhores sucos que eu já tomei. Além de um chá que é coisa mais amada. E um iogurte embalado em vidrinhos retornáveis fofos, bah... Just amazing.
O lugar é maravilhoso em termos de natureza, uma área super preservada, conta com algumas atividades como uma pequena parede de escalada e tirolesa, e nesse sábado tivemos a surpresa agradável de encontrar galinhas e coelhos também! Ótimo para aquelas crianças que acham que as galinhas são os peitos de frango congelados no super mercado. As ovelhas (criaturas mais amigáveis que existem) já estão lá há um tempinho também, administrando o crescimento da grama.
Enfim... Um pequeno paraíso pertinho da cidade. Sem dúvida não é tão fácil viver afastado do centro. Estamos tão acostumados com tudo relativamente fácil em termos de alcance. Lá o celular também não tem sinal (pelo menos o meu não), para qualquer coisa é necessário o uso do carro... Em compensação, imagino que o filho do dono do lugar, que ainda é uma criança, crescerá com uma concepção de vida completamente diferente das demais crianças. Provavelmente ele saberá dar grande valor ao meio ambiente, aos animais, ao que vem da terra. Possivelmente terá menos apego ao que nos é "fundamental".
Estava conversando sobre infância com meu pai neste final de semana, sobre coisas que eles me proporcionaram quando eu era criança e que percebo o quanto foi importante. No momento me referia a natação. Para melhorar meus problemas respiratórios e fazer uma atividade física meus pais me colocaram na natação quando tinha 06 anos e só parei aos 18, quando fui morar em Canela para estudar. O que foi muito bom para vários aspectos da minha vida que serão assunto para outro post. Meu pai, no entanto, disse que provavelmente a melhor coisa para minha infância foi meu vô ter me construído uma enxadinha, para que eu pudesse capinar na horta junto com ele. Ia para casa à noite em tal estado que minha mãe queria me colocar no tanque direto, junto com minhas roupas. A experiência me ensinou a dar valor para muitas coisas, a respeitar muitas coisas, a perceber uma sabedoria diferente da minha... Claro que muito disso percebo somente agora, mas sou muito feliz por ter tido essa oportunidade.
Cada vez mais é improvável, mas acredito que seria bom para todas as crianças darem um tempo de seus aparelhos super tecnológicos, suas comodidades e ter as unhas cheias de terra e os joelhos ralados, nem que fosse por um final de semana. E quem puder, conheça o Barlavento. É revigorante. That's all folks.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Desabafo
Bom dia a todos! Dia lindo e o friozinho (snif snif) infelizmente indo embora. Recebemos este texto ontem por email e eu absolutamente adorei, reproduzo aqui today:
Desabafo
"Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: 'Não havia essa onda verde no meu tempo.'
O empregado respondeu: 'Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.'
'Você está certo', respondeu a velha senhora, 'nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente em nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, em vez de usar nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade, não havia preocupação com o meio ambiente naqueles dias. Naquela época só tínhamos uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, e não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado como?
Na cozinha tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naquele tempo não se usava motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não se precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou o ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como em minha época?"
Adorei o desabafo da senhora.
Bom, finalizo hoje com uma pequena frivolidade que fiz ontem para decorar o banheiro dos meus pais: um porta papel higiênico fofinho. Totalmente inútil, of course, mas o que é a vida sem um pouquinho de frivolidades?
To all, a worderfull weekend.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Como pregar um botão e outras coisas que sua avó sabia fazer
O livrinho acima foi a primeira aquisição da Feira do Livro que aconteceu aqui em Caxias. Super adorei. Ele começa com a escritora contando que foi toda feliz fazer uma torta de ruibarbo e, quando foi servi-la, surpresa: ela comprou rabanete, o gosto ficou horrível. Nessa situação ela observou como havia desacostumado de fazer coisas para si mesma, uma vez que não sabia nem sequer diferenciar um ruibarbo de um rabanete (confesso que não faço a menor ideia qual é a aparência de um ruibarbo in natura).
Com esse susto ela percebe que as pessoas não sabem mais fazer as coisas básicas, pois sempre há quem as faça por elas. E neste momento de crise nos Estados Unidos (a escritora é americana) a importância de saber fazer as coisas básicas aumenta muito. Com dicas sobre diversos assuntos, desde tirar mofos de armários, matar lesmas da horta, fazer pão até levar uma vida mais ativa na comunidade, o livro é sensacional. Claro que eu compartilho muito do cérebro da minha bisavó, mas eu amei a maneira feliz e divertida que ela escreve. Muito bacana!
E é engraçado como a medida em que a vida "avança" vamos desaprendendo as coisas. Vejo como meus avós sabiam fazer praticamente tudo, mas pais ainda sabem muitas coisas e eu agora começo a aprendê-las. Meu vô era sensacional, em seu escritório ele conseguia arrumar tudo, adaptar qualquer coisa para o melhor aproveitamento possível. Em compensação, ele não fazia a menor ideia sobre como funcionava um computador. Um dia, Deus sabe por que, eu cismei que queria uma perna de pau. Ele fez para mim! Ele era o cara...
De qualquer forma, para quem quiser aprender coisas do passado e não tem mais os avós por perto, o livro é muito gostoso de ler. Enjoy!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Bolinho com café
Ano passado a nossa árvore de Natal cansou da vida e despencou. Com ela foram vários enfeites delicados. Então semana passada, na busca por uma árvore mais resistente, deparamos com uma decoração natalina destes bonequinhos fofíssimos ai em cima. Não deu para resistir, eles serão decoração da nossa árvore também (que foi adquirida na mesma loja, by the way). Olha esse Efalante que coisa mais amada!!!!
Adoro as receitas do Blog Quitandoca. E por lá achei esta de brownie, que testei com minha vovó ontem. Ela ficou deliciosa e é facílima de fazer. Segue abaixo:
Ingredientes: 01 xícara (chá) de farinha de trigo peneirada, 04 ovos, 02 xícaras (chá) de açúcar refinado (usei 01 e 1/2 xícara de açúcar demerara), 200 gramas de manteiga e 01 xícara (chá) de chocolate em pó.
Derreter a manteiga com o chocolate em uma panela em fogo baixo. (O cheirinho é delicioso.)
Bater no liquidificador os ovos, a farinha e o açúcar. Quando a mistura do chocolate com manteiga estiver homogênea, unir aos demais ingredientes batidos e misturá-los. Levar ao forno pré aquecido a 200ºC em uma fôrma untada durante cerca de 20 minutos.
O cheirinho que ficou na cozinha... Aiai, que delícia...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
What can I do
Para alegrar o início de semana, publico uma foto da mocinha que minha mãe levará a sua volta ao trabalho, comemorando o Halloween! Super adorei a ideia. A abóbora está repleta de chocolates e os saquinhos levam balas em forma de ossinhos, dentaduras e ratinhos!!! Feliz feliz!!!!
Nasceu a criança "07 bilhões" (acho essa expressão tão engraçada) no planeta. Enquanto isso, neste mesmo planeta, 925 milhões de pessoas passam fome. Minha vó recebe mensalmente um informativo dos Médicos Sem Fronteiras sobre as suas ações ao redor do mundo (inclusive em nosso país e na França, pasmem) e fiquei impressionada por perceber a magnitude de certas doenças, como Tuberculose. É quase incrível o número de pessoas que ainda morrem de diarreia. De lugares em que a violência não permite que a assistência voluntária chegue. De pessoas sem acesso à água limpa. De crianças cujo grau de subnutrição não imaginei ser possível.
Enquanto isso no Brasil o número de crianças obesas na faixa etária de 05 a 09 anos aumentou 300% no período de 1989 até 2009. Cresci comendo pão integral, banana com aveia e sou muito grata aos meus pais por isso. Minha vó não me deixava sair da mesa até terminar o que havia no prato. Posso ainda ouvi-la dizendo para que eu comesse alface, que me deixaria com a pele, as unhas e os cabelos fortes e bonitos no futuro. Pais, é difícil uma criança dizer "oba, brócolis". É a tarefa de vocês forçá-los, quando preciso. Eu sei, fácil para mim dizer, não sou mãe. Mas quem os ensinará se não vocês? Não criem pessoas fracas, doentes, com sérios problemas de auto estima.Expliquem, ensinem, tenham trabalho com seus filhos. Invistam o melhor de seu tempo neles.
Aliás, espero que a próxima geração receba uma educação conjunta dos pais e escola, não larguem a responsabilidade inteiramente uns nas mãos dos outros. Com 07 bilhões de habitantes no mundo, por favor pais, ensinem seus filhos o valor da água, a não desperdiçarem energia elétrica, que sejam consumidores conscientes. Ninguém precisa de tantos tênis, de tantos videogames, de tantos celulares. Ensinem que não há mais onde (desculpem me pela expressão grosseira) "enfiar" tanto lixo, que não há mais sistema de saúde (nem sequer privado) em algumas épocas do ano para tantas pessoas doentes (então cuidem-se, alimentem-se direito, façam exercícios para não precisarem tanto dos hospitais, para deixar vagas para aqueles que não têm escolha).
Semana passada vi uma matéria no programa Bem Estar sobre uma moça jovem que tomava 04 remédios por dia. Alguém me explique por que uma pessoa saudável e jovem toma 04 remédios por dia para funções básicas? Pessoa, coma aveia e suba escadas que uma parte de seus problemas já será resolvida. Pais, pelo amor de Deus, ensinem seus filhos a buscar a solução correta para seus problemas, não somente a mais rápida. Ensinem valores e limites, ensinem o valor do dinheiro e que ele não compra tudo, que eles devem pensar um pouco nas pessoas, nos animais, no ambiente, enfim, não somente no seu próprio umbigo. Uma nação de 07 bilhões de habitantes egocêntricos não durará muito tempo. Já basta o egocentrismo exacerbado no campo da política, relatado de forma hilária na coluna do Gilberto Blume, no Pioneiro deste final de semana. Para a surpresa geral (ou nem tanta, na verdade) a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul gastou R$ 7.900,00 numa CHURRASQUEIRA. Se os representantes políticos (alguns, claro, imagino que nem todos sejam assim), que deveria ser a principal representante da população, tomam uma atitude dessas, as pessoas devem dobrar a consciência na hora de fazer escolhas.
Eu sei que não tenho conhecimento suficiente para opinar em relação a maior parte das questões acima, que sou uma mera pirralha cuja vida é fácil e é igualmente fácil julgar todos esses aspectos do mundo. Mas é necessário pensar a respeito, é urgente que sejam feitas algumas mudanças em nossas vidas confortáveis, por favor, pensem nisso...
That's all folks.
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