sábado, 14 de janeiro de 2012

About food!


Essa semana presenciei em alguns momentos de como as pessoas são mal educadas no que diz respeito ao desperdício de comida. Em momento de intensa seca no estado, há pessoas que abrem uma garrafa de 500ml de água e tomam um gole, todo o resto vai fora. Que enchem seu prato de comida e comem somente metade dele.

O avô do meu pai fugiu da Alemanha em uma época de fome e confusão. Morreu em função disso. A avó dele aprendeu a valorizar a nossa abundância de alimentos e não deixava meu pai sair da mesa enquanto não terminava seu prato. Ele conta que algumas vezes chegou a dormir em cima da mesa, mas ela não dava o braço a torcer.

No país em que vivemos, de tantos extremos, não me conformo quando vejo alguém jogando comida fora. Além da criação do meu pai, tenho avós com origens das colônias, que ganhavam a vida da terra, do alimento, e me ensinaram o valor dela. Este foi um dos ensinamentos mais valorosos que ganhei. Faço um apelo aqueles que são pais, que convivem com as crianças, ensinem seus filhos o valor da comida, a comer aos poucos, a conhecerem o que estão comendo, o benefício que cada coisinha trará para seu corpo e sua alma.



Agora sobre as fotos! A primeira foto é da figueira. Agora é época de figo, eles começam a aparecer. Eu adoro! E, como dizia meu vô, os "becca figgi" (ladrões de figo) também. Vários figuinhos que já estavam prontos para comer foram devorados pelos pássaros, mais rápidos que eu. É uma das minhas melhores lembranças, meu vô no fundo do lote mexendo o tacho enorme para fazer figada. Lembro até do cheiro quando penso nisso.

A segunda foto é do alho poró, remanejado pela minha vó para suas raízes ganharem espaço, e das salsinhas, que já estão a todo vapor. Bah, é um dos melhores cheiros possíveis, o da salsinha. Ela faz toda a diferença. E a última foto é das mudinhas do repolho, que também aparecem bem bonitinhas. Todos estão felizes com a chuva!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Bruschetta! And back soon...

Bruschetta. De acordo com a definição do Wikipédia, bruschetta é um pão torrado no forno com azeite de oliva e depois esfrega-se um alho em sua superfície. Um dia, enquanto eu ainda morava em São Paulo, Deus sabe porquê, resolvi fazer bruschetta. Fui com meu namorado numa padaria fofinha no bairro Bixiga e compramos um pão italiano, pão tipo uma baguete, só que mais gordinho no meio e mais seco. Dei um banho de azeite nas fatias do pão, piquei tomate e queijo e coloquei por cima. As fatias foram para o forno pré aquecido por uns 10 ou 15 minutos e depois receberam folhas de manjericão. Hoje em dia faço com pão integral. Acho que até combina mais o sabor do pão integral com queijo e tomate. Procuro usar tomate orgânico e troquei a mussarela da vaca pela mussarela da búfala, quando possível também orgânica. E nos últimos tempos tenho usado o manjericão da vó. Lanchinho pra lá de gostoso. Abaixo as etapas, o resultado final e a sobremesa da família! 







Encerro o post de hoje com uma novidade: comecei a trabalhar! Um bom presente para o início do ano. Essa semana irei me ausentar para fazer um treinamento, mas semana que vem estou de volta! Back soon...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mudar

A vida tem coisas engraçadas. I know, such a cliche again. Mas é verdade,  gente nunca faria algo até o momento que faz. Não me refiro a nada ilícito, of course, mas a coisas bastante simples. Por exemplo, estava lendo um matéria sobre ciclistas na revista de uma loja de eletrodomésticos (lugar improvável, I know). Ela conta a história de um publicitário de São Paulo que vendeu o carro e, no primeiro dia sem, resolveu pegar uma bicicleta da agência emprestada para voltar para casa. Depois disso, ele não comprou mais outro carro, mas sim uma bicicleta desmontável. Aí, quando chove, por exemplo, ele desmonta e entra num metrô, táxi, ou o que quer que seja. Chegou a conclusão que é mais tranquilo e economiza até R$ 700,00 por mês dessa forma. Achei o máximo.

A matéria ainda diz que a frota de veículos do Brasil dobrou de pouco tempo para cá, fala o que isso significa em termos de poluição e tals (significa muito, by the way) e problemas respiratórios para os moradores das grandes cidades (e das pequenas também, ontem vi no noticiário que Bento Gonçalves tem a maior frota em termos de carros por habitante do Rio Grande do Sul). Mas a minha intenção não é nem de falar sobre o problema que os carros geram, mas sim sobre a mudança na vida das pessoas.

Quantas vezes nos pegamos dizendo “Eu nunca faria, eu nunca comeria, eu nunca agiria dessa forma, eu não consigo.” Quantos nuncas... Até que fazemos, até que mudamos, até que aceitamos que nenhuma forma de radicalismo é saudável, que podemos sim mudar de atitude, que conseguimos fazer as coisas de outra forma. O ser humano possui essa maravilhosa capacidade de adaptação que, às vezes, deixa de usar por teimosia. Vejo meu pai, que “nunca” passava um domingo sem um rodízio de churrasco e hoje em dia não come mais carne vermelha. Minha mãe e uma querida amiga, aprenderam  a tomar café sem açúcar. As pessoas que perdem seus queridos, e aprendem a acordar no dia seguinte e seguir adiante. E tantas outras mudanças, voluntárias ou não. A gente aprende, a gente cresce, a gente fica mais feliz e mais saudável. E se não ficamos felizes, ficamos mais fortes, o que é fundamental para a construção da personalidade. E para um felicidade mais sólida.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nice things about life

Bem, eu já mostrei meu super iogurte aqui e a minha calda também. Quando fiz a calda na última vez resolvi juntar os dois. Gostei do resultado, então ontem à noite fiz mais uma caldinha (com o acréscimo de framboesa – PS: para quem quer algo doce, a framboesa é uma boa aposta, ela é tri docinha e bonita). Ela ficou de repouso até hoje, quando a uni com iogurte. Para quem não leu o post do iogurte, pego um pote de iogurte natural light e misturo com uma colher (de sobremesa) razoavelmente generosa de mel (costumo usar o orgânico). Aí intercalo caldinha vermelha, iogurte, granola, caldinha vermelha, iogurte e granola. Faço três porções, mas para uma única porção tamanho americano é possível fazer mais camadas. Na verdade, acredito que eu seria capaz de honrar uma única porção, mas como as demais etapas do meu café da manhã também são muito importantes para mim, é melhor dividi-la em três partes.  



Acho que já disse que Gramado e Canela são alguns dos meus lugares favoritos no mundo... Se não disse, afirmo agora, tenho inúmeras lembranças tri queridas destas cidades. Como uma pequena homenagem a elas, uso o talento de Kassyane de Lucena revelado no lindo retrato abaixo.



To all, a lovely night.   

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Lunch time


Essa é uma das comidas que minha mãe faz que eu mais absolutamente adoro. Ela é um misto de duas receitas, da minha tia avó com nome de flor e de nossa amiga de Belo Horizonte, e o resultado ficou... Ai ai, uma das comidas que mais me faz feliz. Minha mãe faz um molho vermelho com frango picado (o molho leva cebola, alho poró, tomate, uma colher de molho de tomate e uma pitada de sal). Aí faz um purê de batata (pequena observação: purê é uma das comidas com mais variações de preparo e de nome, já notaram?) com batatas, é claro, um pouco de manteiga ou margarina e uma fatia de queijo. A montagem fica da seguinte forma: arroz numa lateral, o purê na outra lateral, o molho por cima do purê e um pouco de requeijão por cima de tudo (para economizar nas calorias, sempre usamos o light aqui em casa. Até porque o gosto é praticamente o mesmo). Just heaven em plena hora de almoço. E abaixo é a produção em massa de marmitas, para hoje e amanhã.


Para meu pai, a variação é arroz integral com o molhinho de frango, quase um risoto amigo. E no cantinho esquerdo, o que restou do molho, que provavelmente virará recheio de panqueca, e um arroz para um momento de necessidade. Ambos irão para o congelador.


Finalizo com a saladinha de frutas do dia. Na falta de amora no super mercado, hoje vamos experimentar essa frutinha rosa bonitinha, a framboesa. Que acho que nunca comi in natura. That's all folks!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Keep trying

Eu gosto muito de costurar à mão, muito mesmo, mas por alguma razão não é sempre que a máquina de costura e eu nos damos muito bem... Ontem foi minha segunda tentativa de costurar um coração na máquina de costura. O resultado final da experiência está aí embaixo:


Well, o jeito é continuar tentando... Mas o botãozinho é fofo não?! E os tecidos... Ai ai, coisa mais amada. Adoro tecidos e botões...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Primeiro post do ano!

Começo o ano com um vídeo que vi no site Casa da Chris e adorei.


Adoro feiras livres. Adoro a "anarquia" civilizada de uma feira, as cores, as provas de frutas, adoro as pessoas com sua sabedoria diferente, adoro as cenas simples de filhos ajudando seus pais, a simpatia das pessoas, adoro tudo isso. Espero que as gerações futuras tenham a sorte de conhecer as pessoas que nos alimentam da forma "humana" possível. Para quem nunca foi, vá a feira. Além de ser uma alegria, é uma das formas mais baratas de se comprar frutas e vegetais de qualidade.



Por falar em comida, sábado a noite estreei uma receita de bacalhau. Falhei um pouquinho no processo de dessalgamento dele, mas como foi a primeira vez que toquei num bacalhau cru, já era esperado. Ele precisa ficar umas três noites na geladeira com água e gelo, e esta água precisa ser trocada várias vezes. Tirando isso, o resultado final foi gostoso. Ele foi tostado na panela com alho e salsinha (de produção caseira essa última, fresquíssima) e depois levado ao forno para terminar de cozinhar. O espinafre, que havia sido um pouco refogado com uma cebola em fatias, vai para a panela do bacalhau com azeitonas. E a batata, fervida previamente, termina de ser cozinha nesta mesma panela. Então aproveitamos os gostinhos dos temperos em todos os acompanhamentos. Na receita original, o espinafre vira um purê no liquidificador, mas eu eliminei esta etapa e o servi picado grosseiramente. Ficou bem gostoso. Além disso, minha mãe fez o delicioso estrogonofe de camarão que havia feito no Natal e preparamos também a saladinha cuja foto está aí em cima.

Para a salada, piquei dois tomates em cubinhos e deixei umas duas horas no azeite de oliva. Confesso que não sei se faz diferença no gosto, mas deixei os dois se conhecendo de qualquer forma. Depois eles foram colocados em uma tigela com alface americano orgânico (excepcionalmente bonito, principalmente se considerarmos a seca dos últimos tempos). E por fim, já no prato, colocamos uma fatia de queijo brie levemente derretido. Esse queijo fica muito gostoso em saladas com alface. Comi essa salada num restaurante em Vila Madalena, em São Paulo, e adorei. Bem simples de ser repetida em casa.

Para o almoço de domingo já estava planejado que eu faria um risoto. Para diluir um pouco o sal do bacalhau que sobrou, meu pai cuidadosamente o desfiou. Piquei todos os ingredientes (olhem o resultado feliz na primeira foto do post) e fiz o risoto da forma que já ensinei aqui no blog há um tempo atrás. Risoto é uma das receitas mais interessantes, porque permite inúmeras possibilidades de combinação. E a maior parte delas pode ser encontrada na feira! Não acrescentei sal, então com o acréscimo do bacalhau ficou temperado bem no ponto que gostamos aqui em casa. De sobremesa, frutinhas vermelhas, kiwi e sorbet sem açúcar e gordura, para dar uma aliviada nas comilanças do dia anterior. It was delicious.

Finalizo com pequenas esperanças de ano novo. Espero neste ano que estréia ser uma pessoa um pouco melhor. Quero tentar pensar um pouco mais antes de falar. Julgar um pouco menos. Escutar mais do que falar (confesso que este será difícil). Dizer menos "eu". E espalhar coisas bonitas e felizes por aí... That's all folks.