domingo, 4 de março de 2012

Café com alegria


Há algo de tão reconfortante em um bolo redondo com furo no meio. Um pedaço dele com uma xícara de café e parece que todas as coisas difíceis da vida estão em outra esfera e nunca mais irão nos alcançar. Tecnicamente ele é igualmente delicioso ao feito em fôrmas retangulares, mas há algo tão... que aquece a alma nos bolos redondos. Eles sempre me lembram coisas boas e queridas.

Sexta feira à noite fiz um bolo de iogurte com calda de morango. Vi a receita quando lia a lindíssima revista Casa e Comida antes de ir trabalhar manhã e à noite me aventurei. É facílimo de fazer e, na hora de café da manhã no dia seguinte, enche o coração de alegria.

Ingredientes: 01 copo de iogurte natural, 01 copo de óleo, 02 copos de farinha de trigo peneirada (usei o copo do iogurte como medida para tudo), 04 ovos, 01 colher (sobremesa) de fermento em pó, geleia a gosto para cobertura e farinha e óleo para untar a fôrma.



Unte com óleo e farinha uma fôrma redonda de bolo. Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos a geleia. Despese a massa na fôrma untada e leve ao forno pré aquecido a 180 Cº por cerca de 40 minutos (e aproveite cada momento do cheirinho que fica na cozinha). Desenforme (momento de total alegria) e cubra com  uma camada generosa de geleia.


No sábado de manhã fui trabalhar. Meus pais acordaram às 06h30 para tomarmos café juntos. Comemos o bolo com café enquanto conversávamos, e tudo estava bem. Isso é o que realmente importa. Todo resto alguma hora passa. Antes de se deixar dominar pela tristeza ou pelos problemas, façam um bolo. O que é ruim uma hora vai embora, o que é bom fica no coração.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Happy and greend stuffs!

Minha mãe sempre me ensinou que, mais importante que o presente em si, é todo o carinho, cuidado e capricho que o envolve. Ela tem uma mão ótima para embalagens lindas e sempre procura presentinhos cheios de personalidade.

Nesse sentimento de presentinhos carinhosos, concluí meu kit sacolinha: sacolinha + cappuccino (que vergonhosamente ainda não experimentei) + alfajores. E também montamos, minha mãe e eu, uma caixinha de alfajores. Abaixo estão os dois (perdoem-me, tremi um pouquinho nas duas fotos).



Finalizo hoje com um sentimento de otimismo em relação ao mundo. Vi em dois noticiários noturnos sobre o aumento considerável no número de ciclistas nos últimos anos. Em São Paulo há projetos em centros educacionais infantis para, desde os primeiros anos, as crianças se acostumarem com este transporte com este transporte limpo, democrático e saudável. Além de todas as vantagens, a magrela proporciona uma interação com a cidade e com o meio que é super bacana. E diminui o lixo no mundo (afinal, quando acaba a vida útil de um automóvel, seu "defunto" é muito maior do que de uma bike). Que o mundo se torne mais verde!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Preservar

Fiz um paralelo meio estapafúrdio em minha mente hoje no final da tarde, caminhando de volta para casa. Há uma revista de distribuição gratuita no aeroporto de Congonhas que sempre traz matérias excelentes, a 29 horas. Nessa edição há uma particularmente boa, sobre um fotógrafo (o nome é Hélio, esqueci o sobrenome) que fez uma série registros de lugares e culturas ao redor do mundo que correm o risco de extinção em função do consumismo desenfreado do homem (que gera poluição, sujeira aos montes, desmatamento, deslocamento de tribos inteiras e desrespeito à sua forma de vida, entre outros danos). Ele criou essa exposição por duas razões: a primeira é que o homem crie consciência e consiga reverter a situação. A segunda, e não muito positiva, é que se realmente for instinto, haja um registro de que um dia existiu. E que as pessoas devem tomar conta de todo resto para que nada mais desapareça.

Hoje voltando para casa, ouvi um barulho familiar da infância, um metal batendo na madeira. Lembrei do velhinho da casquinha, que vendia as casquinhas preparadas pela sua mulher na saída das escolas, dia após dia. Mas ele morreu ano passado, então estarei eu tendo um deja vu? Quando chego mais perto percebo que é o neto dele que preserva sua memória e proporciona à nova geração de estudantes uma lembrança querida para ser cultivada no futuro. Afinal, quem não gosta de lembrar de histórias felizes da época de escola?

A relação bizarra que fiz em minha mente entre as duas situações descritas acima é sobre a importância da preservação. Do que quer que seja: ambiente, memórias, culturas, momentos singelos de infância. Todos eles fazem parte da história das pessoas e do mundo, em todos os âmbitos possíveis.

Encerro o post com a imagem de uma bolsinha que fiz para o aníver de minha mais antiga amiga. Minha primeira bolsa confeccionada sem supervisão! That's all folks.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Madalena e Olivia


Visita relâmpago a São Paulo, super rapidinha, mas muito bacana e cheia de momentos queridos! Adorei adorei!

Passamos na lojinha Lá da venda, na queridíssima Vila Madalena, que está ainda mais fofa do que quando fui pela primeira vez. Adivinhem o que encontrei??? Bonequinhas para vestir!!! Vocês lembram há uns 20 anos atrás que existiam bonequinhas de papel com várias opções de roupinhas para trocar? A ideia é a mesma, mas essa é um imã de geladeira! Simplesmente amei! E é a cara da minha mãe!

Tem melhor preocupação do que escolher que vestidinho a Olivia utilizará hoje? Demais!  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cappuccino

Um dos primeiros ensinamentos que meu pai me passou é: se tu amas alguém, diga. Muitas vezes e com frequência. Principalmente para os velhinhos. Pela ordem de Deus, eles são levados primeiro. Nem sempre é assim, no entanto, então deixe claro para todos que tu gostas o quanto eles são importantes.

A mãe de uma amiga da minha mãe (eu sei, confuso, leia devagar, principalmente após um dia trabalhoso) sempre fez festinhas no aniversário da filha. Quanto digo “fez” é porque ela realmente fazia praticamente tudo que era servido. Aliás faz até hoje. Diversas vezes ela estava doente, ainda assim nunca deixou de preparar as comidinhas gostosas que eram servidas. Ano após ano. Quer maior demonstração de carinho que esta?

E ela é responsável pelos meus primeiros cappuccinos. Ela sempre fazia essa misturinha artesanal deliciosa para cappuccino. E por alguma razão que a razão desconhece, a memória que eu tinha da bebidinha se perdeu no tempo e no espaço. Até que um dia, conversando com minha amiga sobre cappuccinos, a lembrança do gostinho delicioso voltou. E por coincidência era aniversário da amiga da minha mãe! Um segno de Dio que eu devia pedir a receita e tentar o cappuccino. Dito e feito!



 A receita é bem simples: uma lata de leite em pó, 04 colheres de sopa de café Iguaçu, 01 colher de sopa de Nescau (coloquei mais um chorinho), 01 e 1/2 xícara de açúcar (usei um pouquinho menos de açúcar demerara), canela a gosto e 01 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio. Misture tudo, sinta o cheirinho gostoso e está pronto! Ainda não tomei a bebida porque era noite quando fiz (e a noite não se pode abusar de cafeína!). Mas agora é só provar! Tem coisa melhor do que essas receitas que remetem totalmente a quem costuma prepará-las? Adoro receitas cheias de personalidade. That’s all folks. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Doce feriado

Sempre que voltava a São Paulo levava uns docinhos que minha prima costumava fazer. Era uma delícia e fazia o maior sucesso. Agora minha prima anda meio sem tempo, então minha mãe pediu como os docinhos são feitos para que pudéssemos fazer alguns presentinhos. Hoje minha mãe se aventurou na cozinha a prepará-los. O único problema foi o calor, que torna mais difícil para manusear chocolate, mas de qualquer forma o resultado ficou ótimo!

E o bule azul da foto é a Madame Samovar. Achei muito parecida com a senhora bule do desenho A Bela e a Fera, então copiei o nome. Não é a coisa mais amada?






Mudando um pouco de assunto, ontem tive a sorte de encontrar queridos amigos, no intervalo de almoço e no final do dia. O que me faz pensar em como a medida de tempo é relativa. O tempo que passamos juntos passou tão rápido... Como três horas podem parecer segundos quando estamos na companhia de pessoas importantes?

Leio com frequência matérias sobre como as tecnologias têm efeito negativo na qualidade dos relacionamentos no mundo “real”. Aqueles em que as pessoas se encontram de verdade, não atrás de uma tela. Aqueles que as pessoas tomam café em um lugar fofo e ficam horas e horas conversando. Aqueles que nem se percebe que já anoiteceu.

Entendo a importância da tecnologia quando há distância geográfica, nesse sentido a evolução da comunicação torna imensamente mais fácil e barato o contato com quem está longe. Mas nas demais situações vai além da minha capacidade de compreensão. São tão preciosos os momentos passados juntos as pessoas que realmente importam. Faz tanta diferença, pelo menos para meu estado de espírito, um final de tarde como que tive ontem. Dá leveza a alma. Dá sentido a tudo.
That’s all folks.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Uva!

Andando até a praça na sexta algo me intriga: um aroma de uva toma conta do ar. Olho para o lado direito, para o lado esquerdo, para a frente. Ninguém comendo uva. Ninguém em posse do Pioneiro de quinta feira (cuja capa foi aromatizada com uva). Ninguém tomando suco. Será que o espírito da Festa da Uva tomou me faz imaginar coisas? O mistério permanece.

Chego na praça e dou de cara com o chafariz jorrando água roxa. Of course, vinho no chafariz! (Claro que eu sei que não é vinho de verdade, mas faz de conta que sim.) O cheiro não é bem bem de uva, na verdade me lembra aqueles batonzinhos antigos para crianças, que vinham numa embalagem plástica em formato de uva. De qualquer forma, uma delícia chegar na praça e divagar sobre essas questões. Quisera eu que a cidade sempre cheirasse a uva.

Uma delícia também foi assistir o desfile desse ano (na TV, disputar um espaço na Sinimbu não me inspira tanto assim). Apesar da decoração bem fraquinha na cidade, alegro-me em dizer que o desfile desse ano está surpreendentemente lindo! Representantes de vários bairros e distritos de Caxias marcaram sua presença, bem como o Coral Municipal, a Orquestra e a Companhia de Dança. Difícil dizer o que foi mais bonito. E sem nenhum momento relembrando (como foi feito exaustivamente no passado) a tristeza do imigrante. Não, somente a celebração, a colheita, a cocanha e o trabalho (até ele de forma artística e positiva). Um desfile com envolvimento da comunidade, super bonito e diferente, mas com essência. Adorei!


Por falar em questões culturais, tornei-me bairrista. Não sei quando aconteceu, mas de repente sentia uma imensa alegria em entrar no Zaffari, enquanto morava em São Paulo. Encontrar todas as marcas da minha terra (leite da Piá, produtos da Mumu, Santa clara...) enchiam meu coração de felicidade. Sentir cheirinho de alecrim, sálvia, salsa então... Quase me emocionava. Dizem que a maior parte dos CTG's (centro de tradições gauchescas) localizados fora do Rio Grande do Sul foram criados por pessoas que, quando moravam no estado, não seguiam esta cultura tradicionalista. Porém ao morarem em outro lugar acabaram sentido falta. Suponho que foi o que aconteceu comigo.

Hoje tive um almoço típico daqui, imensamente feliz. Um risoto de frango, feito com o arroz cozido em um molho de tomate e frango. Batatas cozidas com casca na água e depois fritas descascadas com sálvia. Queijo no forno. Alface e tomate temperados com vinagre cultural. Por fim, sagu. Troco qualquer banquete luxuoso por esta combinação. E, com fotos do meu almoço delicioso, me despeço.