Com essa foto linda de um corredor de árvores pertinho da minha casa, que tenho o prazer imenso de encontrar todo dia, faço um apelo: cuidem do mundo que nós vivemos. Já me repeti inúmeras vezes, I know, mas ouvi ontem uma notícia assustadora: as abelhas estão fugindo de Santa Catarina! Estamos destruindo o mundo de tal forma a provocar a fuga das abelhas!
Tantas coisas lindas no mundo, tantas coisas lindas a serem feitas, o mundo precisa de carinho e atenção. Em vez de gastar tanto tempo e dinheiro em consumo que virará um volume imenso de lixo no futuro, aprendam a cozinhar! É saudável, prazeroso e altamente terapêutico. Cores, sabores, texturas... Tantas novas descobertas. E conheçam os ingredientes, suas propriedades, suas épocas. O dinheiro gasto com remédios certamente diminuirá muito.
Aproveitem a cidade a pé! Interajam, olhem o ambiente em que vivemos, tantas coisas lindas para serem vistas, tantas coisas incríveis a serem compartilhadas. Apaguem a luz de um ambiente que não está sendo usada. Separem o lixo, ajuda a tantas pessoas que vivem de material reciclado, tantas famílias que mudam de situação desta forma!
Cuidem das pessoas também. Elas um dia vão embora. Pode parecer que isso levará muito tempo, mas tempo é uma medida tão relativa... Escutem. Desliguem-se de seus celulares e I whatever's para dar atenção as pessoas. Tenham paciência com os idosos. Com um pouco de sorte todos nós chegaremos lá. Eu sei, o tempo é curto e eles solicitam atenção, mas quem não precisa de um pouco de carinho? Sejam educados. Às vezes a educação é capaz de mudar o dia de alguém. Olhem para os lados, agradeçam a caixa do super mercado, sorriam. Sorrir melhora o humor de qualquer um.
Ninguém precisa de tantos sapatos, tantas roupas, tantos celulares. Pratiquem a generosidade. Normalmente o que vai, volta em dobro (tanto a generosidade quanto o egoísmo, creio eu). Quando há espaço, cultivem uma horta, uma flor, uma árvore. Leiam, alimentem à alma, ainda mais que o corpo. Há vários momentos em que o livro é a melhor companhia possível. Distribuam tudo o que é bom. A vida irá lhes devolver tudo e ainda mais!
Aqui é um lugar de reunir todas as coisinhas que gosto em um só lugar. Crafts, viagens, comidinhas, coisinhas simples e felizes, como café com bolinho recém saído do forno!
quarta-feira, 21 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ah, o mar!
Eu lembro da primeira vez que vi o mar. Era totalmente diferente do que eu imaginava. Eu disse “ah, o mar!”. O mar era salgado e divertido. Meu pai me levava com ele para o fundo e me lançava contra as ondas. Eu adorava. Eu já fazia natação essa época, então achava o mar divertidíssimo, porque era uma piscina com ondas.
Nessa primeira vez que fomos para Torres, a última praia do nosso litoral, estreiei na casquinha de siri. Não gostei e passei o resto da viagem comendo torrada, para a frustração de meu pai (torrada é misto quente, para quem não é do Sul). Na segunda vez experimentei de novo. Bah, amei! Lamentei profundamente ter esnobado a casquinha na viagem anterior. Passei a viagem toda mandando ver na casquinha de siri.
Aliás, Torres tem excelentes opções de frutos do mar. Ficávamos em um hotel que tinha um restaurante amazing embaixo. E uma corujinha que se escondia em um buraquinho entre dois tijolos. Havia outro restaurante que fica na beira do rio Mampituba, eu não lembro o nome dele porque chamávamos pelo nome do rio, que barbaridade... Os peixes e frutos do mar deles eram absurdamente deliciosos.
Em frente a esse restaurante havia uma ponte, sobre o rio Manpituba. E do outro lado da ponte já é Santa Catarina. Não consigo descrever o quanto eu achava o máximo cruzar essa ponte. Na cabeça de uma criança é sensacional estar em um Estado, cruzar a ponte e estar em outro Estado. Simplesmente demais.
Torres também tinha a Prainha. Do outro lado do Parque da Guarita. Que é belíssimo, aliás. A prainha costumava ser uma praia bem agradável. Não sei como estará agora. Ela é pequena (pelo nome já dá para deduzir, I know) e bem cheia de natureza. E para chegar nela se passa por uma parede de pedras com ofertas à alguma Nossa Senhora (não lembro qual, perdão Nossa Senhora) por graças alcançadas. Sempre achei esse conceito o máximo, de agradecer a Santinha oferecendo algo à ela. É quase como levar uma flor para o anfitrião.
Quando voltávamos da praia, estacionado numa esquina, sempre tinha um furgão que vendia sonho. Bah, era o “the best” sonho ever. Depois de uma tarde na praia, verdes de fome, o sonho era uma amostra do paraíso. E na outra esquina havia uma banquinha de revista que era um baratinho, tinha todo um mundo além das revistas.
Na praia tínhamos o hábito, meu pai e eu, de cavarmos um buraco enorme na areia e, com toda a areia do buraco, fazer um castelão. Era o máximo.
Às vezes íamos numa pastelaria bem perto ao hotel, em frente à Lagoa do Violão. O pastel de camarão de lá era uma obra de arte. E esqueci de falar da Maquiné, na estrada, onde parávamos para comprar biscoitos de polvilho e broinhas para os lanches ao longo do dia.
Nem sei porque lembrei de tudo isso, mas às vezes momentos bacanas vêm em mente do nada. Acho que para nos lembrar que a vida é boa na maior parte do tempo.
Aproveitando o clima feliz, inicio o post com uma foto de uma coelha em construção e encerro com foto de pré páscoa! That's all folks!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Docinhos e temperos
Todo mundo que me lê sabe o quanto eu adoro os temperinhos. Simplesmente adooooro os temperinhos. Por tanto tempo me esqueci deles, mas eles fazem uma diferença absurda no sabor de qualquer prato. Para mim, o aroma deles já tem praticamente um efeito terapêutico. Voltei da minha vó antes de ontem com um macinho de sálvia, dois alhos poros ainda cheios de terra (fofinhos, com raízes que pareciam cabelinhos – não sei se vocês lembram um personagem do Muppets Babies que era verde, fino e tinha cabelinhos branquinhos – parecia meu alho) e cebolinhas. E o cheirinho que senti no caminho foi tão absurdamente bom... O tempo estava mudando para chuva e nuvens escuras, bastante vento, e o aroma ficava ainda mais intenso. Anyway, minha mãe colocou todos esses temperos (sem a terra, of course, por mais romântica que ela seja) e rodelas de cebola (essa ainda não temos em nossa horta) numa panela com peitos de frango, óleo de canola e um pouco de vinagre de vinho. Acrescentou uma pitadinha de sal e that’s it! Meu almoço de hoje. Um purê de batata e um pouco de arroz e temos um momento de pura felicidade no meio do dia.
Ah, a foto que inicia esse post é de mais uma leva de alfajorezinhos de minha mama. Agora com corações felizes! That’s all folks!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Home for kids and home for easter
Li recentemente um texto falando sobre as falhas na educação das gerações mais novas. Sobre como os pais não ensinam seus filhos a lidar com a frustração, como eles lhe dão tudo sem lhes mostrar o valor e o trabalho necessário para conquistá-lo, sobre a facilidade com que desistem quando qualquer dificuldade se apresenta. Respostas negativas viraram quase que uma tortura em nossa sociedade. Fazer a criatura lavar uma louça então... Escutei no final de semana uma histórias de uma pessoa que estava super estressada. Em seguida ela começou a discutir com sua colega uma futilidade absurda. Não pude deixar de pensar como algumas pessoas estão fracas, como por qualquer pedrinha no meio do caminho elas escorregam e precisam de artifícios para se reerguerem.
Grande parte das crianças não conhecem educação. Em compensação, tudo sabem sobre novas tecnologias, sobre marcas de grife e carros de luxo. Imagina pedir a um filho para lavar a louça, para tirar o pó do quarto. É quase que um crime, pobre criança escravizada pelos pais porque jogou o lixo fora! É melhor ensiná-lo a ser um reizinho, a achar que o mundo está aqui para servi-lo.
Uma amiga querida falou uma expressão há um tempo atrás que achei sensacional: “Ela precisa de terapia... Ter a pia cheia de louça para lavar.”Acredito que a utilidade diminui o drama. O que quero dizer com isso é que, em vez de entupir uma criança de remédios a uma criança porque ela tem muita energia e deixá-la sentada em frente ao computador o dia inteiro, coloque a criatura para ajudar nas tarefas de casa, para ir a escola a pé, para andar de bicicleta. Em vez de ceder aos seus apelos por açúcar e sedentarismo e quaisquer outras vontades o tempo todo, crie um ser humano um pouco mais consciente, que não irá superlotar o sistema de saúde, nem o ouvido de quem precisa aguentá-lo dramatizando sobre tudo. Explique, se dê ao trabalho de ao menos tentar. Li que é preciso pelo menos 10 tentativas para o paladar se acostumar com alguns sabores. Então se o piá não gostou de brócolis na primeira tentativa, faça novamente. É cansativo, realmente, mas é bem menos cansativo do que mais tarde ter que entupi-lo de complementos porque ele não “consegue” comer direito. É bem menos complicado do que lidar com problemas de auto estima, que também afetam de uma forma ou de outra a saúde e a personalidade da pessoa para sua vida toda. Não, a vida não é tão fácil assim. Nem é criar um filho. Mas faça um bem à humanidade e diga um “NÃO” a ele de vez em quando. O mundo com certeza será um lugar melhor.
Encerro com duas imagens: a primeira é de como a natureza possui uma capacidade de adaptação que deve ser imitada. Achei o máximo a forma como esse tronco se enrolou na grade de um prédio, perto de onde moro. E a segunda é do meu quarto, começando a ser vestido para a Páscoa!
domingo, 11 de março de 2012
Coisas do mundo
O mundo nos proporciona tanto. Tudo, qualquer coisa, infinitas possibilidades. Com um pouco de carinho o mundo te dá alimento, te dá possibilidades, te dá vida. O mundo te dá alegria, te dá sentimentos e sensações, inúmeras experiências.
Com um pouco de afeto e paciência, conseguimos ver o mundo evoluir, a vida crescer, aproveitar o melhor de cada época e cada estação. O mundo nos proporciona tanto. O mínimo que podemos fazer é devolver um pouquinho do que ele nos oferece. Contribuirmos um mínimo que seja para a manutenção do planeta e da vida, das pessoas.
Vi uma história impressionante num especial sobre o Dia da Mulher essa semana. A pessoa em questão passou por todas as situações ruins que consigo pensar em sua infância. Absolutamente tudo que era mau aconteceu com ela na época mais frágil e despreparada da vida. Ainda assim ela conseguiu batalhar, cresceu como ser humano e como profissional, teve a capacidade de perdoar erros imperdoáveis e, por fim, resolveu espalhar o bem pelo mundo. Criou escolas para crianças em situação de risco social e hoje afeta diversas vidas positivamente. Dá esperança para quem não tinha nenhuma luz.
É difícil demonstrar tanta força, coragem e capacidade de superação. É ainda mais difícil ter tamanho desprendimento para realizar atos tão grandiosos. Mas é possível realizar um pouquinho por dia que melhore a vida de todos. Praticar a tolerância, a educação. Separar o lixo, economizar água. Estender a mão para quem precisa, evitar uma discussão, desligar a luz de um ambiente vazio. Doar um quilo de alimento para uma campanha. Deixar o carro em casa um dia e usar o transporte público. Enfim, devolver só um pouquinho para o mundo de tanto que ele nos propicia.
quinta-feira, 8 de março de 2012
About women - Several women
Meu nome é uma homenagem a uma mulher cheia de força. Uma mulher que ficou viúva antes da hora, que conseguiu com elegância criar seus filhos, trabalhar com seus diversos idiomas, cozinhar, viajar, ser cosmopolita e dona de casa, e ensinar o neto a não sair da mesa antes de limpar o prato, dar valor para comida. E adorava as tartarugas.
Fui criada por duas mulheres fortes. Uma que mesmo com uma situação complexa em casa escolheu uma profissão em que lidava com essa mesma situação diariamente. Uma mulher de uma época em que as mulheres ficavam em casa e ainda assim pagou o terno do casamento do seu marido. Que criava seus filhos, cuidava da casa e, com tudo isso, conseguiu se realizar profissionalmente. Que me ensinou que não há nada de mal em construir um novo caminho, em optar por um plano B. E, entre mil outras coisas, que me ensinou a forma correta de bater manteiga na batedeira. Como plantar temperos. Como cuidar da horta e das árvores. Como costurar o ponto caseado. Como ver uma beleza imensa em tudo o que é natural.
A segunda mulher que me refiro acima consegue cuidar de todos. Coloca o bem estar de quem ama sempre a frente do seu. Ela me ensinou a ter sonhos e ir atrás deles. Ensinou-me a levantar dos tombos, a não ser fraca e desanimar diante das dificuldades. Ela me mostrou como procurar sempre o que é bom, a me desapegar do que é ruim. E também me mostrou como se fazer molho de tomate. A mulher em questão sempre me colocou para cima e me deu empurrões quando ameacei me acomodar. Ensinou-me que para cuidar do que é nosso é preciso mais carinho do que dinheiro.
Cresci brincando com duas gurias fortes, uma prima e uma amiga, que se tornaram mulheres corajosas, mulheres que tomaram decisões arriscadas em prol de seus objetivos. Convivo com outras mulheres fortes, que lutam diariamente para conseguirem se realizar, para alcançar seus sonhos, para fazer a si e a quem amam felizes. Vejo frequentemente mulheres que precisam vencer uma batalha por dia, que se transformam em 30 para cuidar do marido, dos filhos, dos pais, da casa, para sobreviverem a tudo que é desafio que aparece. Mulheres que, apesar de todas as dificuldades, ainda são vaidosas, ambiciosas, generosas, guerreiras. Que abrem mão de suas vontades para cuidarem de quem amam.
E também conheço outras que não fazem nada disso, que passam por cima dos outros, que ainda usam de artifícios imorais para conseguirem o que querem. Mulheres que se perderam em sua busca por dinheiro e posição, mulheres que não tem mais princípios, mulheres perdidas, que trocam o que realmente importa pelas suas ambições.
Enfim... Que não precise haver somente um dia para valorizar as pessoas que são boas, que aquelas que não são tão boas assim não sejam parabenizadas simplesmente por serem do gênero feminino. Mas que sempre hajam pequenas alegrias para aqueles que batalham diariamente. Feliz dia da mulher!
Encerro com um vídeo que já publiquei aqui, mas é de uma mulher linda e talentosa que não se vendeu por dinheiro nem foi escrava da aparência. Ela foi atriz, bailarina, ativista da Unicef e morreu lindamente enrugadinha, como deveria ser. Além dessa ser uma das versões mais queridas de Moon River.
PS: Vi uma frase sensacional hoje na traseira de um carro, não podia deixar de mencionar: "Eu paro, tu paras, ele atravessa e nós evoluímos." Que assim seja!
terça-feira, 6 de março de 2012
Slow life
É engraçado, eu era tão apegada a grandes metrópoles quando era adolescente, agora Caxias está quase grande de mais para mim. Há certos prazeres nas cidades menores que são de um valor imenso (apesar que a julgar pelo caos no final do dia mal e mal dá para considerar Caxias uma cidade “menor”). Exemplo: nada me deixa mais feliz do que ir caminhando para casa após um dia de trabalho. É quase como um comercial antigo da Nike, em que a medida que a moça corria saíam dela todos os problemas do dia saíam pelas suas costas. Sinto me em paz. Adoro respirar o ar de fora, ver as pessoas, acompanhar os diversos tons de laranja do sol se pondo.
Outra super coisa super feliz de uma cidade menor é poder fazer 30 atividades diferentes em um único dia. Ainda assim gostaria que meu dia tivesse pelo menos 30 horas. Acordo 06h30, vou dormir umas 22h00, 22h30 e nunca faço tudo o que queria. Há tantas coisas lindas para aprendermos e o tempo escapa. Há tantas coisas lindas para ver... Quando estou caminhando de manhã para ir ao trabalho procuro prestar atenção em tudo. Até porque o ar da manhã é um dos maiores revigorantes naturais que existem na minha opinião. E as luzes matinais são quase tão lindas quanto as que aparecem no final da tarde, quando o sol está se despedindo. De manhã os pássaros nos desejam bom dia. Há vários cantos diferentes, e só quando realmente paro para escutá-los que consigo perceber essa diferença. Cada estação nos proporciona uma série de tonalidades nas árvores, nas flores... Com frequência me pergunto se vale a pena gastar tanto tempo me preocupando tanto com tudo quanto estou nesses momentos de contemplação. Momento total Polyana, I know. Mas eles fazem bem de tempos em tempos.
Encerro com duas fotinhos do pequeno paraíso que é Santa Monica. Lá é um lugarzinho com esse clima de saúde e a "slow kind of life". That's all folks.
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