quarta-feira, 4 de abril de 2012

About Easter! Eba!




Adoro datas especiais para criar uma bagunça homérica fazendo cartões para as pessoas que amo. Sou quase um ursinho carinhoso no que diz respeito a aproveitar todas as oportunidades possíveis para dizer o quanto gosto das pessoas queridas e tenho um prazer imensurável em ficar algumas horas em meio a papéis, furadores e figuras, pensando o que combina mais com quem até montar um cartão. E gosto de fazer todos de uma vez, porque realmente consigo estimular a criatividade somente em meio à bagunça. Que, inclusive, está registrada na foto abaixo!


Ontem o dia rendeu não somente os cartões, mas também alguns alfajores felizes e coloridos, feitos em parceria com minha mama. Na verdade pode-se dizer que a parte de parceria é por minha conta, já que ela fez praticamente tudo e eu somente espalhei os confeitos coloridos. Anyway, alfajores cheios de carinho para Páscoa!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lugares

Já contei que nasci em Brasília? Fiquei somente dois meses na nossa capital, mas nasci lá. Uma cidade linda, aliás. Conheci o Distrito Federal com 16 anos. Cheguei em uma noite próxima ao Natal e a primeira imagem que tive foi a Esplanada toda iluminada, inesquecível.

Morei em Santa Catarina por um período curtinho. Foi o máximo, não consigo descrever o quanto adorei. Santa Catarina tem um astral muito bom. Os catarinenses são queridíssimos, as cidades são lindas. A primeira vista de Meia Praia, ainda da estrada, é uma das imagens que me marcam desde a primeira vez que fui para lá.

Morei em São Paulo também. Adoro São Paulo. Cheia de vida e personalidade, é uma cidade cheia de belezas inesperadas. Uma mistura de culturas e cores, com certeza todo ser humano poderia se apaixonar por algum aspecto de São Paulo. Conheci pessoas muito queridas lá também.

O Brasil é repleto de lugares maravilhosos. Outro dos meus favoritos é Minas. Um povo indescritivelmente anfitrião, até Belo Horizonte tem clima de interior. E as comidas então? Bah, just amazing.

Mas meu lugar favorito ainda é a minha serra. Não consigo me cansar de ver nossas estradas, as mil nuances de verde em cada estação do ano, os vales, as colônias, as construções antigas... Eu tenho adoração pelo meu lugar.


 Para uma comemoração familiar, fizemos um passeio lindo no Vale dos Vinhedos. As folhas começam a adquirir as cores do outono, mil misturas de verdes e marrons, cada uma mais perfeita que a outra. Aqui e acolá alguns cachos de uva se despedem da época de parreirais carregados e dão boas vindas à nova estação.



O Vale dos Vinhedos é um dos lugares que nunca consigo enjoar. Não importa quantas vezes eu vá, há tanta beleza, cada época esconde uma vantagem, um novo detalhe especial. Esse pedaço do mundo cheio de personalidade enche meus olhos de beleza e minha alma de alegria.




 
Temos um ditado aqui em Caxias que diz que nós saímos da colônia, mas ela não saiu de nós. Sinto me dessa forma. Sinto me tão plena em meio a tudo isso. Difícil dizer o que me fez mais feliz. Espero que todos encontrem lugares assim no mundo, que lhe provoquem tamanha plenitude.

That's all folks.

sábado, 31 de março de 2012

Sobre comida e sentimento


Comida é algo muito pessoal para o gringo. Conversando com minhas amigas sobre massas, polentas, queijos e galetos hoje cheguei mais uma vez a esta conclusão. Uma delas até descreveu com tamanho entusiasmo a consistência do sagu da vó. Sem contar na conversa ontem com meus colegas sobre a maneira como cada vó faz tortéi, como se faz figada na casa de cada um, a comparação de receitas para o brodo da sopa de agnoline. A comida para o gringo não é só comida: são recordações queridas, são memórias doces dos avós, das colônias de familiares, de valores fundamentais. O chá de ervinhas da horta para melhorar da gripe. O pão feito no forno de pedra, no fundo do lote. A comida para o gringo é sentimento. Os temperos de cada família, o modo como cada um faz o molho de tomate. A comida para o gringo vai muito além da mesa repleta de conversa, risos e som. A comida para nós têm alma, leva carinho, constrói histórias.

Embora não seja comida de gringo, hoje posto uma receita de cookie que até já coloquei no blog há um tempo atrás. Mas dessa vez recheio a receita com fotos!

Ingredientes: 55 gramas de manteiga, 3/4 de xícara de farinha peneirada, 1/2 xícara de açúcar (usei o demerara), 01 ovo, 1/2 colher de chá de fermente, 01 colher de chá de essência de baunilha, 180 gramas de chocolate meio amargo picado.



Bom, a receita é bem fácil e terapêutica: misture todos os ingredientes com as mãos. Quando a massa estiver homogênea, faça bolinhas e distribua numa fôrma untada com farinha e manteiga ou com tapetinho anti aderente.



Leve ao forno pré aquecido a 180ºC por cerca de 10 a 20 minutos (atenção porque o tempo muda bastante conforme o forno). That's all folks!

PS: Os créditos das fotos enquanto eu estava com as mãos literalmente na massa são de minha mama.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Simplicidade



Cada vez valorizo mais a gentileza e o carinho. Em um mundo ficando progressivamente mais duro e hostil, onde se valoriza muitas vezes somente a aparência e o glamour, um almoço feliz e com pessoas queridas como o que tive hoje tem um significado imenso. 


Nada é tão especial na minha opinião quanto as pessoas e a diferença que elas fazem em nossas vidas. Suas histórias, suas feridas, suas alegrias, o que elas dividem conosco. O fato delas se darem o trabalho de compartilhar, de oferecer, de estarem presentes. A gentileza, a calma, a sensibilidade. Um abraço apertado, uma palavra doce. Nada tem tanto valor. Publico hoje um texto de Leila Ferreira que fala mais ou menos sobre isto para encerrar a semana de forma leve. That's all folks. 


Se eu tivesse que escolher uma palavra
- apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, 
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar. 
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, 
acho que está passando da hora de aprendermos 
a viver com mais leveza: 
exigir menos dos outros e de nós próprias, 
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, 
olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

 Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial 
da mulher moderna. 
Amizade, por exemplo. 
Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano. 

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas 
(que gostam dos mesmos filmes que a gente), 
sair sem ter hora para voltar, 
          e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala. 

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, 
prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso) 
e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: 
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, 
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
e a ficar em silêncio. 

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos, 
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. 
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão 
de uma mulher mal-humorada. 
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas 
do nosso dia a dia. 
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada 
- faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: 
mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias. 

Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.. 
Nas mesas de restaurantes, nem pensar. 

Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
do companheiro de mesa com reprovação e inveja, 
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: 
gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife: 
é ser delicada. 
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir. 

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro, 
e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco, 
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar. 

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, 
aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Brad Pitt ...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.. 

E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. 
A vida nos dá um espaço de manobra:
use-o para reinventar a si mesma.

E, por último 
(agora, sim, encerrando), 
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, 
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, 
a esposa nota mil. 

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, 
rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, 
bumbum que encara qualquer biquíni. 
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é 
(e nunca foi)
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem 
(e a busca da perfeição pesa toneladas), 
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Por menos doenças e mais sopas


O friozinho chegou e com ele a minha vontade de tomar sopa. Na verdade ela sempre está presente, adoro sopa, mas quando começa a esfriar ela se intensifica. Ontem preparei para a janta de hoje sopa de abóbora, que mostrei aqui. Dessa vez nem usei a batata, somente cenoura e abóbora. E os temperos são da horta!

Penso que se todos fizessem mais sopinhas de abóbora, menos pessoas ficariam tristes e doentes. O preparo é simples, zen e a cozinha fica toda cheirosa. Uma refeição fácil que aquece a barriga e a alma! 

domingo, 25 de março de 2012

Would you like a slice of pizza?

Já contei aqui que quando eu era criança, um dos momentos mais felizes aqui em casa era sexta feira à noite, porque era noite de pizza e filme. Não consigo descrever o quanto adorava às noites de sexta feira.

Ontem foi um sábado de pizza e filme. O filme foi o fofíssimo Muppets (tirando a troca do nome Caco por Kermit, todo o resto é uma coisa mais amada) e a pizza foi feita pela mama. Massa integral, molho de tomate (altamente recomendável para efeitos terapêuticos - poucas coisas me deixam tão zen quanto preparar um molho de tomate), mussarela de búfala, metade com peito de peru e a outra metade margherita. Just perfect and delicious.

Bom, para quem não lembra como é o molho, aqui vai: refogue a cebola com um pouquinho de azeite. Acrescente tomate picado ou triturado, uma ou duas colheres de extrato de tomate (aqui em casa usamos o orgânico), talvez uns temperinhos verdes. Um pouco de água. Basicamente é isso.

Montagem de uma metade: molho de tomate, peito de peru, mussarela de búfala e orégano. Montagem da outra metade: molho de tomate, mussarela de búfala, tomate, manjericão e orégano. Alguns minutos no forno pré aquecido e that's it! Simples e delicioso, como tudo na vida deveria ser! Enjoy!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Hello! How is your day?


Conversava hoje à noite com minha mãe sobre pessoas que fazem coisas muito muito idiotas com um tempo precioso, que poderiam gastar em algo feliz ou saboroso. Cultivar ódio, raiva ou mágoa é somente desperdiçar tempo em sentimentos que fazem mal para nós, e praticamente não afetam a quem ou ao quê são dirigidos. Já passei tantos momentos revoltada com situações erradas ou com atitudes que julguei incorretas, mas a revolta não mudou nada. Podemos agir por nós, podemos buscar algo bom, podemos tentar transformar, mas dificilmente qualquer melhoria virá de sentimentos ruins. Queres melhorar o mundo? Faça trabalho voluntário, escute alguém que precise de uma conversa, plante uma árvore. Manifestos, violências, protestos só atrapalham o trânsito e as pessoas que estão cansadas querendo ir para casa no final do dia. Uma campanha para encarar a vida de forma mais leve.

Para ilustrar a mensagem do dia, coloco uma foto lida da Kassy Lucena, a própria imagem da leveza de alma. E no início do post tem as duas senhoras coelhas, uma feita em um workshop no Armazém Art & Tecidos com orientações da teacher e a outra feita inteiramente por mim. That's all folks.