"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Antoine de Saint-Exupéry)
Começo meu primeiro texto do ano com dizeres já lidos tantas vezes. Mas fiquei pensando neles esses dias. Particularmente na parte "O essencial é invisível aos olhos." Acho essa constatação brilhante. De fato o essencial é invisível aos olhos. Não que inúmeras coisas "visíveis" não sejam importantes e nos tragam alegrias, é claro que trazem, geram momentos de intensa felicidade. Mas se deixar levar somente pelo que é material, pelo que é superficial, é tão... pouco. Há tanta riqueza de detalhes, de sensações, de sentimentos, no que não é palpável. Talvez eu soe como um clichê, mas o mundo anestesia nossos sentidos com tanta tecnologia, tanta oferta de luxo, de bens de consumo supostamente indispensáveis para nosso bem estar, que paramos de observar os momentos "pequenos" e aparentemente banais.
Então gostaria de desejar nesse ano que começa vários momentos banais. Muito colo de vó, muito abraço sufocante de amigo, inúmeras conversas com pessoas amadas, conversas que durem horas e horas, mas que pareçam segundos, de tão prazerosas que são. Desejo que vocês caminhem muito pelos seus trajetos favoritos, que cruzem com várias pessoas rindo sozinhas, que testemunhem diversos momentos de pequenas felicidades inesperadas. Muito cheiro de bolo assando, de café passando, de chuva caindo na terra. desejo sensibilidade, filmes bons, livros que mereçam ser devorados, frases brilhantes. Desejo amigos, família, flores, terra, pássaros, verde, luta e força para levantar toda vez que a vida nos derruba. Desejo muito do que é invisível aos olhos. E que venha 2014 (com cupcake red velvet feito por mama and me para ilustrar meu texto - qualquer hora passo a receita). That's all folks.
Aqui é um lugar de reunir todas as coisinhas que gosto em um só lugar. Crafts, viagens, comidinhas, coisinhas simples e felizes, como café com bolinho recém saído do forno!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A Very Merry Christmas!
Mais alguns detalhes natalinos que tanto tanto adoro! Os anéis de
guardanapo minha mama fez para o café da manhã do trabalho. As caixinhas têm
bombons felizes dentro deles. E os cartões eu fiz para meu trabalho. A mesa de
casa ficou uma folia, cheia de papéis, réguas, tesouros e carimbos, uma super
bagunça colorida! E chegou o Natal! Queridos e queridas, desejo um Natal bem
colorido e bem cheio de risadas, de carinhos, de abraços mega apertados, de músicas
e filmes natalinos (não deixem de assistir pelo menos um Esqueceram de Mim!),
enfim, um Natal repletos de momentos realmente significativos. Merry and
bright! That's all folks.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
About grandpa
Domingo seria aniversário do meu vô, se ele estivesse ainda por aqui... Meu vô tinha essa alegria de viver que não sei descrever. É difícil dizer o que mais sinto falta a respeito da pessoa dele. Acho que é chamá-lo. Sabe, dizer "vô" e ele me responder. Sair berrando na casa dele "vô", até descobrir onde ele estava. O vô tinha uma presença tão forte. Lembro que uma das coisas que mais me deixavam triste logo que o perdi foi pensar em ir na casa da minha vó e quanto chegar ele não estar lá. Eu morava em São Paulo quando o perdi, e essa ideia me assustava muito. Minha vó também é uma presença forte, no entanto, e a casa dela continua sendo um dos meus lugares favoritos no mundo.
Mas lembrar do vô traz mais alegrias do que tristezas. Porque ele era uma pessoa tão feliz. Com o que quer que ele tenha tido de dificuldades, que não foram poucas, ele sempre foi feliz. Simples, bom e feliz. Ele sempre me trazia aqueles chocolatinhos da Neugbauer (não sei se é assim que escreve, provavelmente não) depois de suas partidas de baralho. Ele sempre ganhava alguns centavos, que ia pra caixinha da turma do baralho, e virava um churrasco (depois de muito tempo, é preciso apostar muitos "01 pila" e "50 centavos" para fazer um churrasco para um bando de senhores gordinhos). Ele sempre tinha os braços machucados, porque nunca parava quieto no seu "escritório" ou na horta. Ele sempre tinha os óculos sujos, quando eu chegava na casa dele costumava limpá-los. Até hoje me emociono quando vejo os seus óculos. Meu vô era uma pessoa simples, mas cheia de detalhes.
Ele sempre tinha um queijo da colônia no escritório dele no porão. Aí no final de semana ele me chamava para ir lá comer um pedaço, porque eu adorava os queijos de colônia. Quando eu era criança, o seguia a todo lugar. Uma vez, voltando para casa na hora do almoço (a gente sempre demorava, porque o vô encontrava mil e sete amigos no caminho, aí a vó ficava brava, porque atrasávamos o almoço e eu ia pra escola à tarde), virei para trás para olhar se umas freiras que nos seguiam tinham joelhos e caí. O vô dizia que as freiras não tinham joelhos, não sei porquê. Aí quis ver se era verdade. Fiquei com uma ferida embaixo do nariz. Na foto do pré de final de ano parece que tenho bigode.
São esses detalhes que fazem tamanha falta. Esses detalhes que tornam a pessoa singular. Essa acho que era a melhor maneira de descrever o vô, singular. Comemos mandolate domingo em tua homenagem, vô. Parabéns, onde quer que tu esteja.
Mas lembrar do vô traz mais alegrias do que tristezas. Porque ele era uma pessoa tão feliz. Com o que quer que ele tenha tido de dificuldades, que não foram poucas, ele sempre foi feliz. Simples, bom e feliz. Ele sempre me trazia aqueles chocolatinhos da Neugbauer (não sei se é assim que escreve, provavelmente não) depois de suas partidas de baralho. Ele sempre ganhava alguns centavos, que ia pra caixinha da turma do baralho, e virava um churrasco (depois de muito tempo, é preciso apostar muitos "01 pila" e "50 centavos" para fazer um churrasco para um bando de senhores gordinhos). Ele sempre tinha os braços machucados, porque nunca parava quieto no seu "escritório" ou na horta. Ele sempre tinha os óculos sujos, quando eu chegava na casa dele costumava limpá-los. Até hoje me emociono quando vejo os seus óculos. Meu vô era uma pessoa simples, mas cheia de detalhes.
Ele sempre tinha um queijo da colônia no escritório dele no porão. Aí no final de semana ele me chamava para ir lá comer um pedaço, porque eu adorava os queijos de colônia. Quando eu era criança, o seguia a todo lugar. Uma vez, voltando para casa na hora do almoço (a gente sempre demorava, porque o vô encontrava mil e sete amigos no caminho, aí a vó ficava brava, porque atrasávamos o almoço e eu ia pra escola à tarde), virei para trás para olhar se umas freiras que nos seguiam tinham joelhos e caí. O vô dizia que as freiras não tinham joelhos, não sei porquê. Aí quis ver se era verdade. Fiquei com uma ferida embaixo do nariz. Na foto do pré de final de ano parece que tenho bigode.
São esses detalhes que fazem tamanha falta. Esses detalhes que tornam a pessoa singular. Essa acho que era a melhor maneira de descrever o vô, singular. Comemos mandolate domingo em tua homenagem, vô. Parabéns, onde quer que tu esteja.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Obsessão natalina!
Começou a época que tanto tanto gosto!!!! Fico como uma bocó
com coisas natalinas, simplesmente adoro, não tem jeito! Apesar da minha obsessão
por azul, o verde e vermelho dessa época me fazem sorrir all the time!
Aí então tentamos, mama and me, fazer uma receita de cookies
natalinos da Nigella há umas duas semanas. Bom, digamos assim, eles não ficaram
lindos, até porque tentamos super decorá-los logo de cara, mas para uma
primeira vez foi bem feliz. O resultado e a receita seguem abaixo:
Biscoitos natalinos da Nigella:
Ingredientes: 02
xícaras de farinha de trigo, 01 pitada de sal (não usei – nunca uso as pitadas
de sal que as receitas pedem), 01 colher de chá de fermento em pó, 01 colher de
chá de canela em pó, pimenta do reino a gosto (também não usei – achei meio
bizarro), 01 tablete de manteiga (fiz meia receita e usei metade do tablete de
200 gramas – fica de mais, na próxima usarei menos manteiga), 1/2 xícara de açúcar
mascavo, 01 ovo e 1/4 de xícara de mel (derretemos o dito cujo em banho maria).
Modo de preparo:
Misture a farinha (peneirada), a manteiga (em temperatura ambiente – também a
derretemos em banho maria), o açúcar mascavo, o fermento, o sal, a canela e a
pimenta em uma batedeira. Em outro recipiente, bata o ovo com o mel e adicione à
mistura seca. Quando a mistura formar uma massa, faça dois discos grandes,
cubra-os com plástico filme e deixe-os na geladeira por 20 minutos (como foi
muita manteiga, tivemos que deixá-lo por mais tempo).
Com um rolo, abra a massa – nem muito fina nem muito grossa
(momento tenso – nossa primeira botinha natalina virou uma pantufa de tão
gordinha) – , polvilhe com farinha (precisamos polvilhar com muita farinha por
causa da manteiga) e corte em formatos de sua preferência. Leve ao forno médio
(no meu forno seria baixo) por 10 a 15 minutos e espere esfriar.
Como fizemos meia receita, para o glacê real da cobertura
usamos uma clara de ovo, 01 xícara de açúcar de confeiteiro, umas gotas de essência
de baunilha (adooooro) e batemos bastante, bastante mesmo. E depois misturamos
com corantes em gel e líquidos. Essa parte é mega divertida e complexa. O
resultado final está aí!
E encerro com mais fotinhos do final de semana feliz de
decorar as casas para o Natal!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
The perks of being a wallflower
Estou lendo As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky. Estou lendo uma edição inglês, cujo nome é sonoramente bonito: The perks of being a wallflower. Estava lendo, na verdade, porque hoje terminei o livro. Vários trechos dele me fizeram pensar muito, mas como minha memória é volátil, quero escrever uma parte particularmente bonita que li hoje. Vou escrever em inglês e depois farei minha "livre tradução" (adoro essa expressão).
"So, I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we'll never know most of them. But even if we don't have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them."
"Bom, acho que nós somos quem somos por várias razões. E talvez nós nunca saibamos a maioria delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher de onde viemos, ainda podemos escolher para onde vamos a partir daí. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar nos sentir bem a respeito delas."
Fiquei pensando nisso. Não é nada extraordinário, é claro. Um tanto óbvio até. Mas a gente com frequência não tenta se sentir bem com as escolhas feitas. Às vezes é mais cômodo se deixar levar pelos percalços que a vida nos oferece do que pensar no que faz bem, no simples que traga algo bom. Nem estou pensando em decisões fenomenais, mas sim naquelas pequenas, do cotidiano.
Quando eu era criança queria ser uma sereia. Um dia fiz uma simpatia com minhas primas, aquelas bem toscas, fazer um pedido e passar um papel com determinado texto para não sei quantas pessoas para realizá-lo, e o que pedi foi para virar uma sereia. Na minha ingenuidade infantil parei para pensar e, oh Meu Deus, não quero ser uma sereia de verdade, não quero ficar longe de casa, das pessoas queridas, da minha cenoura de pelúcia (sim, bizarramente, embora eu não coma cenoura, tenho uma de pelúcia que o vô me deu há 24 anos). Obviamente não virei uma sereia, mas o que eu penso é que há tanto de bom, de feliz, de brilhante, embora extremamente simples, que é ignorado até a perspectiva de não estar mais lá. Quer algo que muda o meu dia de verdade? (Perdoem-me pelo momento livro de auto ajuda.) Alguém que não conheço, ou que não espero que vá fazer isso, me desejar um bom dia de verdade, com sentimento. Bah, adoro, saio rindo que nem uma panotcha pra todo lado.
Enfim, sou o que sou por um conjunto de mil fatores aparentemente banais, de cotidianos, gostos, cheiros e conversas. Sou as músicas que ouvi, os livros que li, os filmes que assisti, os caminhos que tomei. Sou o que minha família me ensinou e o carinho que ela me deu, o que aprendi com meus amigos, o que teimei e quebrei a cara, sou tudo o que chorei e o que me deu dor de barriga de tanto rir. Minhas viagens, minhas mudanças, meus estudos, meus trabalhos. E muito mais do que tudo isso, tudo o que também não sei.
Para ilustrar minha imensa reflexão mostro meus mais recentes trabalhinhos, que foram encomendados para virarem o presente de Natal de alguém. That's all folks!
"So, I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we'll never know most of them. But even if we don't have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them."
"Bom, acho que nós somos quem somos por várias razões. E talvez nós nunca saibamos a maioria delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher de onde viemos, ainda podemos escolher para onde vamos a partir daí. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar nos sentir bem a respeito delas."
Fiquei pensando nisso. Não é nada extraordinário, é claro. Um tanto óbvio até. Mas a gente com frequência não tenta se sentir bem com as escolhas feitas. Às vezes é mais cômodo se deixar levar pelos percalços que a vida nos oferece do que pensar no que faz bem, no simples que traga algo bom. Nem estou pensando em decisões fenomenais, mas sim naquelas pequenas, do cotidiano.
Quando eu era criança queria ser uma sereia. Um dia fiz uma simpatia com minhas primas, aquelas bem toscas, fazer um pedido e passar um papel com determinado texto para não sei quantas pessoas para realizá-lo, e o que pedi foi para virar uma sereia. Na minha ingenuidade infantil parei para pensar e, oh Meu Deus, não quero ser uma sereia de verdade, não quero ficar longe de casa, das pessoas queridas, da minha cenoura de pelúcia (sim, bizarramente, embora eu não coma cenoura, tenho uma de pelúcia que o vô me deu há 24 anos). Obviamente não virei uma sereia, mas o que eu penso é que há tanto de bom, de feliz, de brilhante, embora extremamente simples, que é ignorado até a perspectiva de não estar mais lá. Quer algo que muda o meu dia de verdade? (Perdoem-me pelo momento livro de auto ajuda.) Alguém que não conheço, ou que não espero que vá fazer isso, me desejar um bom dia de verdade, com sentimento. Bah, adoro, saio rindo que nem uma panotcha pra todo lado.
Enfim, sou o que sou por um conjunto de mil fatores aparentemente banais, de cotidianos, gostos, cheiros e conversas. Sou as músicas que ouvi, os livros que li, os filmes que assisti, os caminhos que tomei. Sou o que minha família me ensinou e o carinho que ela me deu, o que aprendi com meus amigos, o que teimei e quebrei a cara, sou tudo o que chorei e o que me deu dor de barriga de tanto rir. Minhas viagens, minhas mudanças, meus estudos, meus trabalhos. E muito mais do que tudo isso, tudo o que também não sei.
Para ilustrar minha imensa reflexão mostro meus mais recentes trabalhinhos, que foram encomendados para virarem o presente de Natal de alguém. That's all folks!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
About happy things!
Eu acredito
que o dia nunca é totalmente perdido. Às vezes há aqueles dias que a gente
pensa que seria melhor não ter saído da cama, (felizmente há muito tempo não me
sinto assim), mas acho que sempre tem alguma coisinha que faz valer a pena. Nem
que seja cruzar com uma dessas pessoas que estão sorrindo sozinhas no meio da
rua (vira e mexe eu faço isso – ou porque lembro de algo engraçado, ou porque
vejo algo que pareça feliz). Talvez eu seja meio Polyana (não sei se escreve
assim) mas coisas pequenas me tocam. Coisas pequenas fazem toda a diferença no
meu dia. Uma senhora que me deseja um bom dia empolgadamente. Uma gatinha
faceira que faz bocozices na vitrine de uma loja. Alguma comidinha
estupidamente gostosa. Um abraço apertado, carinhoso e verdadeiro. Escutar uma música
que adoro em um momento inesperado (e cantá-la, por mais que as pessoas próximas
me olhem estranho). Uma frase que faça pensar mil coisas interessantes perdida em
um ótimo livro.
Se a pessoa
se dá o trabalho de atravessar seu muro de "mantenha-se longe", baixa
a guarda da tristeza e da amargura, sempre há algo que faz valer o dia. Talvez seja
um clichê de livros de autoajuda, mas acredito que quando baixamos a guarda, coisas
boas acontecem.
Uma das coisas
boas para mim é produção de coisas coloridas (Meu Deus, quantas "coisas"
em uma mesma frase). Essas são as últimas produções! That's all folks.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Momento Polyana
Vira e mexe me pego lembrando de coisas boas que já passei e me pergunto se elas realmente aconteceram. Já aconteceu com vocês? Lembrar de alegrias intensas, de coisas tão tão bacanas e bizarramente felizes, de surpresas inesperadas (aiaiai, que redundância Beatriz, toda surpresa é inesperada) e pensar "será que eu realmente vivi isso?". Momentos em que parece que a vida ganha trilha sonora, em câmera lenta, quase momento de filme. Que coisa boa.
Essa semana me peguei lembrando de dois momentos em particular. Meu fundo de tela atualmente no trabalho é a foto aí embaixo. Somos meu vô, meu tio, eu e meu coelho, o Mimo. O vô me deu o Mimo minúsculo, ele era tão pequenino que ficava numa gaiola de passarinho quando chegou. Depois virou um bruto coelhão. Eu lembro de chegar na vó e o vô dizer para nós irmos no lote, porque ele tinha algo para me mostrar. E lá estava o Mimo. Um coelho que não gostava de cenoura, que adorava pinhão, salada de frutas e bolacha Maria. Foi um momento de perfeita felicidade. Vocês já tiveram um momento desses? Em que parece que o universo conspirou para que absolutamente nada interferisse naquele instante incrível, em que tudo é absolutamente feliz. Meu querido vô fez uma casa para ele. Ele não aceitou a casa, se cavou um imenso buraco e o vô acabou por construir um telhado no tal buraco escolhido por ele como moradia. Pura, simples e intensa felicidade.
Lembrei também de quando morei em Canela, na época da minha facul. Foi uma época tão bacana, tão feliz. Meu último ano foi num apartamento minúsculo dividido com mais 03 gurias, tínhamos que literalmente passar de lado entre o balcão e a mesa de tão apertado que era. Lembro da sala do meu professor coordenador de curso, ele era a coisa mais querida, um senhor de Porto Alegre com quem íamos constantemente desabafar sobre o drama de conseguir um estágio (oh drama bom esse), lembro do frio desgraçado que era e duas gotas de água quente no chuveiro na hora do banho, das mil caminhadas e conversas com amigos queridíssimos, lembro de tanta coisa boa que aconteceu nessa época...
Enfim, momento Polyana (não sei se é assim que se escreve), mas suponho que todos precisemos de um desses de vez em quando né? That's all folks!
Essa semana me peguei lembrando de dois momentos em particular. Meu fundo de tela atualmente no trabalho é a foto aí embaixo. Somos meu vô, meu tio, eu e meu coelho, o Mimo. O vô me deu o Mimo minúsculo, ele era tão pequenino que ficava numa gaiola de passarinho quando chegou. Depois virou um bruto coelhão. Eu lembro de chegar na vó e o vô dizer para nós irmos no lote, porque ele tinha algo para me mostrar. E lá estava o Mimo. Um coelho que não gostava de cenoura, que adorava pinhão, salada de frutas e bolacha Maria. Foi um momento de perfeita felicidade. Vocês já tiveram um momento desses? Em que parece que o universo conspirou para que absolutamente nada interferisse naquele instante incrível, em que tudo é absolutamente feliz. Meu querido vô fez uma casa para ele. Ele não aceitou a casa, se cavou um imenso buraco e o vô acabou por construir um telhado no tal buraco escolhido por ele como moradia. Pura, simples e intensa felicidade.
Lembrei também de quando morei em Canela, na época da minha facul. Foi uma época tão bacana, tão feliz. Meu último ano foi num apartamento minúsculo dividido com mais 03 gurias, tínhamos que literalmente passar de lado entre o balcão e a mesa de tão apertado que era. Lembro da sala do meu professor coordenador de curso, ele era a coisa mais querida, um senhor de Porto Alegre com quem íamos constantemente desabafar sobre o drama de conseguir um estágio (oh drama bom esse), lembro do frio desgraçado que era e duas gotas de água quente no chuveiro na hora do banho, das mil caminhadas e conversas com amigos queridíssimos, lembro de tanta coisa boa que aconteceu nessa época...
Enfim, momento Polyana (não sei se é assim que se escreve), mas suponho que todos precisemos de um desses de vez em quando né? That's all folks!
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