Aqui é um lugar de reunir todas as coisinhas que gosto em um só lugar. Crafts, viagens, comidinhas, coisinhas simples e felizes, como café com bolinho recém saído do forno!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Muros floridos
Semana passada aprendi a fazer esta caixa fofa, que aparece nas fotos acima. Bah, adorei fazer a caixa, é uma das coisas mais bacanas que aprendi desde que estou fazendo aulas de paninhos. E tenho uma encomenda! Adorei também! Só dá dó de usar os tecidos, porque eles são tão lindos... Mas desapeguei e passei a tesoura neles. Bem tri!
***
Bah, tantas notícias trágicas, matérias sobre quanto tempo o brasileiro perde para se deslocar até o trabalho, descobertas de mais corrupção, crises econômicas, lotação de transporte público, aumento da obesidade, falta de vagas no SUS, tantas tragédias, violência e intolerância em todo lugar... Encerro a semana com um pouco de ingenuidade. Um pouco de cor, um intervalo de tanta negatividade. Um poeminha do queridíssimo Mário Quintana. That's all folks.
Canção da Primavera (curiosidade: foi escrito para Érico Veríssimo)
Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando
Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.
Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...
Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros floridos
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Oba, bolo!
É engraçado que, quando leio histórias de pessoas ligadas à gastronomia, frequentemente o "mínimo múltiplo comum" de todas elas é a vó. Bah, difícil contar quantas vezes li ou ouvi que alguém se apaixonou pelo universo gastronômico vendo a vó cozinhar, ou em função de alguma receita super especial de vó. Não trabalho com comida, mas sou apaixonada por ela, e minha vó também foi uma grande influência nesse sentimento. Torço que surjam ainda muitas avós que sejam fontes dessa arte por aí... Espero, inclusive, um dia ser uma delas.
Semana passada fiz um bolo que era tão fácil, mas tão fácil, que todo preparo dele foi enquanto eu conversava com minha amiga no telefone, de tão fácil que era (e tão boa que estava a conversa). Para um dia chuvoso como estada a última quinta, hum, foi just perfect.
Ingredientes: 03 xícaras de farinha peneirada, 02 xícaras de açúcar (usei um pouquinho menos do demerara), 01 xícara de chocolate em pó, 01 colher de chá de fermento em pó, 01 colher de chá de bicarbonato, 01 xícara de óleo, 01 pitada de sal, 02 ovos e 02 xícaras de água fervente (usei bem menos, vá adicionando aos poucos para ver quanto é necessário).
Unte uma fôrma com furo no meio (adooooro estas fôrmas, adoro!). Misture levemente em uma vasilha todos os ingredientes, com exceção da água. Acrescente a água quente por último e misture bem. Despeje na fôrma e leve ao forno por 200ºC por 10 a 15 minutos (acho que deixei uns 20 minutos, faça o teste do palito). Rende cerca de 15 fatias.
Bem bom acompanhado com uma xícara de chá de morango, bem bom...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Tempo tempo tempo...
Mais uma vez a semana passou voando e já é segunda feira de novo. O tempo não nos permite a calma, passa sem que eu me dê conta. Acho que hoje, se pudesse fazer um desejo mirabolante, pediria mais horas nos meus dias.
Anyway, esse final de semana tive novamente o privilégio de encontrar pessoas queridas que não via há certo tempo. E uma delas estava de aniversário, então fiz o cartãozinho acima, usando meu brinquedo novo. E as fotos abaixo são de nosso almoço tri tri tri especial, perfeito para o frio que chegou de surpresa. Ai ai, que delícia!
Nesses dias cujo tempo é um bem tão precioso, vi no noticiário uma história muito bonita (momento raro entre um milhão de notícias trágicas). Era de um rapaz que mora no interior do Estado e é surdo. A cidade não tem ensino médio para sua necessidade especial. Para que ele pudesse se formar, sua namorada vai para escola diariamente com ele, "traduzir" tudo o que o professor diz para a linguagem de sinais. Que coisa linda quando uma pessoa se doa dessa maneira para outra, para uma causa, para o que quer que seja que gere bondade, alegria.
O mundo precisa tanto de atos simples de bons corações, de gentileza, de consideração. Esses pequenos momentos que às vezes podem fazer toda a diferença no dia de alguém. Claro que o ato da guria não é pequeno, de forma nenhuma, tem um impacto imenso na vida de outro ser humano, mas não é preciso fazer algo tão grandioso para melhorar a vida, é preciso simplesmente fazer algo. Não olharmos passivamente para a falta de sentimento que a rotina apresenta com frequência. Então, para começar bem a semana, seja gentil com quem cruza o seu caminho! Já é um tremendo passo para um mundo mais feliz.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
More and more soup!
Nestes dias friozinhos nada melhor do que uma sopa de agnoline... Quase um carinho no final do dia! Fácil fácil, façam um brodo com temperinhos verdes, um ossinho com um pouco de carne, meio quadradinho de caldo de galinha, talvez um pedaço de galinha também... Ah, e uma cebola. Fervam um pouco, até cheirar muuuuito bem, e coloquem os agnolines! Melhor para o estado de espírito do que qualquer terapia...
terça-feira, 24 de abril de 2012
About balance
Ganhei um brinquedo novo, que ajuda a fazer caixinhas. A primeira caixinha oficial que fiz está na foto aí em cima (as demais foram inúmeras tentativas em papel rascunho para não estragar os papeis bonitos, of course). Adorei a brincadeira! Ainda não posso dizer que sou realmente boa nisso, mas de qualquer forma foi a first time. Vou mostrando meus trabalhos, à medida que eles forem melhorando.
A semana passou voando... Quando percebi já era segunda feira novamente. Neste final de semana vi pessoas queridas, que não via há certo tempo. É engraçado que na vida se passe tanto tempo em função de inúmeras funções e tão pouco tempo com as pessoas. Eu sei, é preciso, todos devem lutar para alcançar conforto e segurança futuros. Mas como é difícil encontrar um equilíbrio entre todas as coisas...
Enfim, a todos que me visitam desejo uma boa semana e que encontrem o equilíbrio que lhes traga felicidade. That's all folks.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Escritas queridas
Os alfajores da minha prima fizeram super sucesso na minha casa, a receitinha já foi feita umas quantas vezes num curto espaço de tempo! Feliz feliz! Eles são práticos e têm uma carinha fofa, então é quase uma produção em massa para dar de lembrancinhas a pessoas queridas! E a foto acima é da embalagem que eles ganharam hoje de manhã.
Por falar em pessoas queridas, tenho adoração por cartas. Tenho duas caixas cheias delas, onde é possível acompanhar grande parte da minha evolução como ser humano. Uma das mais antigas é de uma amiga que menciono aqui com frequência, que conheço há vinte anos. Ela me escreveu num amigo secreto de cartas, que fizemos com as amigas de rua dela. É engraçado que ela tem praticamente a mesma letra até hoje.
Tenho muitas cartas dela, da minha amiga que conheço desde o pré e de uma amiga que atualmente mora no Rio. As cartas desta última são, na maioria, de quando ela morava aqui em Caxias e passava as férias em Campinas. É possível escutá-la falando através das cartas, porque são escritas com a mesma velocidade do pensamento dela. Inclusive ela passada corretivo para corrigir algumas palavras, que, no entanto, nunca ganham correção. Uma das cartas em questão tem 09 folhas, preenchidas frente e verso. É incrível o quanto da personalidade dela ela consegue transmitir no papel, praticamente um dom.
Já as da minha amiga desde o pré são sempre com estrelinhas. Passam os anos e todas as cartas, cartões e bilhetes dela tem estrelinhas. E todas as cartinhas da época de escola mencionam as paixões engraçadas que tínhamos em comum, pelo Egito, por exemplo. Cheias das nossas personalidades.
As cartinhas da primeira amiga que mencionei também tem uma característica comum: ela tem o hábito de sempre colocar o horário que ela escreve e o que ela estava assistindo, escutando ou comendo. Tenho um amigo querido de escola que as cartas e os bilhetes dele normalmente têm desenhos. De ET's na maior parte das vezes. E são escritas no papel que ele tem no momento, então frequentemente são em folhas de agendas.
Tenho cartas e cartões dos meus pais, de quando morei em Canela, Santa Catarina, São Paulo... As personalidades deles impressas em cada uma delas. O amor, o carinho, a saudade. Inúmeros cartões dos meus avós, sempre com poesias e acrósticos da minha querida vovó, que nunca deixa de lado sua parte professora. Que nunca deixa passar uma ocasião em branco, sem alguma palavra carinhosa. Cartas de amigas de Canela, desenhos de momentos artísticos de meus queridos, bilhetes de escola, cartões de amigos de São Paulo, cartinhas do meu boyfriend, com a letra toda especial dele... Tudo guardado com tanto carinho.
Sei que não podemos nos apegar a "coisas", elas são apenas "coisas", no final das contas. Mas as cartinhas representam mais, são momentos, fases, pessoas e um sentimento do tamanho do universo.
Por falar em pessoas queridas, tenho adoração por cartas. Tenho duas caixas cheias delas, onde é possível acompanhar grande parte da minha evolução como ser humano. Uma das mais antigas é de uma amiga que menciono aqui com frequência, que conheço há vinte anos. Ela me escreveu num amigo secreto de cartas, que fizemos com as amigas de rua dela. É engraçado que ela tem praticamente a mesma letra até hoje.
Tenho muitas cartas dela, da minha amiga que conheço desde o pré e de uma amiga que atualmente mora no Rio. As cartas desta última são, na maioria, de quando ela morava aqui em Caxias e passava as férias em Campinas. É possível escutá-la falando através das cartas, porque são escritas com a mesma velocidade do pensamento dela. Inclusive ela passada corretivo para corrigir algumas palavras, que, no entanto, nunca ganham correção. Uma das cartas em questão tem 09 folhas, preenchidas frente e verso. É incrível o quanto da personalidade dela ela consegue transmitir no papel, praticamente um dom.
Já as da minha amiga desde o pré são sempre com estrelinhas. Passam os anos e todas as cartas, cartões e bilhetes dela tem estrelinhas. E todas as cartinhas da época de escola mencionam as paixões engraçadas que tínhamos em comum, pelo Egito, por exemplo. Cheias das nossas personalidades.
As cartinhas da primeira amiga que mencionei também tem uma característica comum: ela tem o hábito de sempre colocar o horário que ela escreve e o que ela estava assistindo, escutando ou comendo. Tenho um amigo querido de escola que as cartas e os bilhetes dele normalmente têm desenhos. De ET's na maior parte das vezes. E são escritas no papel que ele tem no momento, então frequentemente são em folhas de agendas.
Tenho cartas e cartões dos meus pais, de quando morei em Canela, Santa Catarina, São Paulo... As personalidades deles impressas em cada uma delas. O amor, o carinho, a saudade. Inúmeros cartões dos meus avós, sempre com poesias e acrósticos da minha querida vovó, que nunca deixa de lado sua parte professora. Que nunca deixa passar uma ocasião em branco, sem alguma palavra carinhosa. Cartas de amigas de Canela, desenhos de momentos artísticos de meus queridos, bilhetes de escola, cartões de amigos de São Paulo, cartinhas do meu boyfriend, com a letra toda especial dele... Tudo guardado com tanto carinho.
Sei que não podemos nos apegar a "coisas", elas são apenas "coisas", no final das contas. Mas as cartinhas representam mais, são momentos, fases, pessoas e um sentimento do tamanho do universo.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
About life
Acho que todos temos um dia em que nos deixamos levar pela auto piedade. Mais do que um dia, na realidade. Em que nos sentimos tentados a não levantar do sofá, a gastar o dia inteiro regados a lágrimas e chocolate, a não nos preocuparmos com mais ninguém ou nada no mundo, usando a justificativa que a vida não está lá essas coisas. As desculpas são mil: não passei no vestibular, o emprego está uma desgraça, a falta de emprego então..., problemas de relacionamento, problemas familiares... Enfim, tudo para entrar num clima "oh vida, oh céus...". E, pensando bem, é uma situação confortável. Quem não gosta de ter uma desculpa na manga para deixar a vida estacionada enquanto assiste a Sessão da Tarde com um balde de pipoca?
Nem sempre a vida acontece da forma que planejamos. Frequentemente os planos, quando realizados, não eram bem como pensávamos. Não trazem o resultado esperado. A vida dá trabalho. O cotidiano é cansativo, os caminhos, as pessoas, a rotina. Problemas, reclamações, falta de reconhecimento. Olhando por esse prisma realmente é mais fácil nos entregarmos à auto piedade.
Aqui, no entanto, há outra possibilidade: olharmos para o lado, vermos as árvores mudando de cor no outono, as mil tonalidades possíveis entre o verde e o marrom. Perceber as alterações nas flores, abrindo e fechando à medida que a vida evolui. Usar o intervalo para aproveitar um almoço delicioso, cheio de carinho, que dá uma super energia para levar adiante o dia. Ter uma conversa bacana com uma pessoa querida, escutá-la com atenção, perceber o valor de uma boa conversa. Ou passar o intervalo na companhia de um livro, tem companhia melhor? Quando chega o final do dia, ir para casa observando a luz linda que o sol nos oferece quando está se pondo. É o horário do dia em que a cidade mostra inúmeras belezas aos nossos olhos. Prestar atenção na cidade, no seu ritmo acelerado, em tudo que ignoramos diariamente e é tão lindo. Chegar em casa, um cheiro bom, um jantar gostoso, com pessoas queridas dispostas a conversar mesmo após um dia difícil, a sensação de "lar" que toma conta.
A vida é isso, no final das contas. Não necessariamente uma carreira de sonhos glamourosa e momentos grandiosos constantemente. Woody Allen disse algo que achei sensacional: "Adoraria fazer um grande filme, desde que não atrapalhe minha reserva para o jantar". A vida são esses pequenos momentos, aparentemente insignificantes, que trazem alegria verdadeira. É uma reunião de gargalhadas inesperadas, o cheiro do bolo no forno, uma ligação de alguém com quem não conversamos há muito tempo. São as pessoas queridas, que diferença elas fazem!, as histórias, as cicatrizes. Lágrimas, dificuldades, alegrias inesperadas. Tudo isso faz parte de nós, nos transforma, nos fortalece. E o que fazer com tudo isso depende mais de nós do que de uma conspiração do universo para sermos felizes e bem sucedidos. Depende da nossa escolha entre o conforto da auto piedade e os riscos de tomar o passo inicial.
Assinar:
Postagens (Atom)